"Vou-me embora pra Pasárgada", mas sem aquela história de "mulher na cama que escolherei" e "prostitutas bonitas para a gente namorar". Não estou aberta a esses tipos de nova experiência. As vezes dá vontade mesmo de ir pra Pasárgada, se ela existisse, lá pelo menos parece que é possível viver bem, sem problemas... Pensando bem, Manuel Bandeira deixou escapar que lá há possibilidade de ficar "triste de não ter jeito", então Pasárgada não seria o melhor destino, além disso, de que adianta ser amigo do rei se o rei não for realmente seu amigo? Complicado. Vou ficar por aqui mesmo, todo mundo sabe que eu já me mudei demais, e que não gosto disso (risos). Até em Pasárgada problemas perseguem o ser humano. Já me disseram que fugir deles não é a melhor solução, contudo é um alívio temporário e importante quando enfrentá-los ainda é amedrontador e resolvê-los não é da sua alçada. Melhor parar por aqui, não tenho vocação para escrever textos de auto-ajuda. No mais, estou de volta (ou acho que estou), na azáfama do cotidiano, não tenho tempo nem pra pensar direito e apesar da enorme vontade de escrever aqui, quero escrever sobre tantas coisas, que no fim, escrevo NADA. A vida continua, e bem devagar espero, pois se ela se apressar, como já dizia Chicó em "O Auto da Compadecida", a única certeza de quem está vivo é que vai morrer só não sabe quando (foi algo do tipo), e se a vida acelerar o passo, o rumo é a morte. Pra quem queria saber: EU ESTOU VIVA !!!! (risos)
Escrito por Carol Guedes às 18h17
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